
Será que, um dia, Brando e Marylin também vão ser considerados meramente pitorescos?
"Det sjunde inseglet" - Ingmar Bergman (1957)
No fim da adolescência, a minha cinefilia era ainda extremamente infantil. Com isto quero simplesmente dizer que me faltava aprender a destrinçar a paixão da reverência. Nomes colossais como TARKOVSKI, GODARD ou BERGMAN quase poderiam ser pedra erguida sobre as colinas de uma pessoal Medina do cinema. Acima de tudo, adorava enfrentar obras conotadas com o hermetismo, com a dificuldade, condições sem as quais não parecia haver suficiente aventura no processo de descoberta.
Algernon Charles Swinburne parece-me ser, de longe, o mais relevante dos poetas pré-rafaelitas (sem desprimor para o excelente "Goblin market" de Christina Rossetti e para a bizarra alegoria "Uma visão do amor revelada no sono" de Simeon Salomon).