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domingo, setembro 05, 2010

Dois projectos para outrem, em torno da voz

1. Recentemente, ao falar com uma colega de trabalho que é cantora e está grávida de cerca de sete meses, perguntava-lhe se não havia nenhuma ópera escrita para a sua condição. Não há. Segundo ela confessou, ainda consegue cantar lied, mas o género operático já está para além das suas forças físicas. Sugiro que, a partir de uma rigorosa investigação médica e acústica, um compositor se lance na tarefa de compor um papel de ópera para uma solista grávida em fim de tempo. É um pouco como escrever para piano preparado. As transformações de um instrumento (e neste caso, a metamorfose está prenhe de sentido e emoção) só podem contribuir para o encontro inesperado de novas sonoridades.


2. Projecto de um filme: uma cantora profissional tenta desesperadamente salvar o seu casamento. Ao longo da obra, as manobras de controlo dos estragos relacionais dependerão do uso virtuoso da voz: numa cena, terá de falar num agudo pianíssimo (talvez para proteger um segredo), numa outra terá de dizer um imenso discurso sem respirar, ainda noutra será preciso fazer um grande crescendo dentro da mesma sílaba, etc. Falhadas todas as tentativas, o filme terminaria com a apresentação da mulher em concerto, cantando a ária "Sposa son disprezzata" de Giacomelli (depois aproveitada por A. Vivaldi). Não em estilo equilibrado, mas à maneira exibicionista de Cecilia Bartoli:


segunda-feira, fevereiro 01, 2010

O Emerson String Quartet interpreta um contraponto da "Arte da Fuga" de J. S. Bach.

domingo, janeiro 24, 2010

sábado, outubro 17, 2009

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"Quarteto Vintage"

- Fui pianista acompanhador de dois dos seus membros, colega de trabalho dos outros dois.

E aconselho!

quarta-feira, outubro 07, 2009

Em breve...

... postarei aqui a tradução deste poema ("If I were tickled by the rub of love").

O declamador é, claro, o próprio Dylan Thomas.

quinta-feira, agosto 27, 2009

The comedy you can stand

Confesso que não aprecio nada a stand up comedy. Talvez porque 99% dos seus praticantes sejam nulidades, sempre em busca da piada fácil, sempre em torno dos três ppp da cidade de Braga, sem nada de substancial para partilharem connosco (os meus modelos são pensadores como Charles Chaplin ou Buster Keaton...). Ou então porque o género é, em si mesmo, pobre, simplista e repetitivo.

A única stand up que me faz vibrar é aquela que tem um cunho político (mais um p...) terrivelmente parcial e que nos pode oferecer uma espécie de catarse de raiva militante e partilhada. Estilo: o Bush é um imbecil perigoso, mas nós vamos rir a bandeiras despregadas dessa imbecilidade. Penso que é o mais perto que eu consigo ter de uma emoção "futebolística".

Neste delicioso sketch, o comediante (e documentarista com alergia à religião) Bill Maher ridiculariza os conservadores americanos até à náusea (infelizmente, o vídeo não tem legendas). O fim é colossal: um ginecologista republicano que não é capaz de distinguir, na própria mulher, onde é a vagina e onde é o ânus.

Enjoy.

sábado, agosto 15, 2009

A voz do próprio

Quem viu uma destas animações, já as viu todas. E talvez nem sejam uma boa ideia.

Fica o registo sonoro de Dylan Thomas lendo o seu poema "The force that through the green fuse".

quarta-feira, junho 17, 2009

O título

Quando eu abandonava o cinema no fim da exibição do filme "El cant dels ocells", um senhor protestava na bilheteira por não ter ouvido nenhum canto nem visto nenhum pássaro. Aquele título refere-se a uma belíssima melodia catalã de inspiração religiosa, que foi popularizada pelo violoncelista Pau Casals, e que é ouvida no filme no momento em que os reis magos se põe a adorar o Messias recém-nascido.

domingo, junho 07, 2009

Imagem de "Fata morgana" (sem som)

Na miragem fata morgana, a linha do horizonte (o fim ou o princípio) tende a desaparecer. No seu lugar, o movimento humano toma o aspecto de uma ilusão onírica, suspensa, desfocada e rutilante.

sábado, junho 06, 2009