sábado, novembro 16, 2013

Adenda ao post anterior

No caso do cinema, as conclusões são relativamente evidentes.

A ideia de banda sonora já está prevista nos espetáculos performativos como a ópera ou o teatro. Mesmo a música do século XX tentou explorar a linguagem falada ou semifalada, assim como o ruído e os efeitos sonoros, o que leva a que, pelo menos enquanto hipótese teórica, o compositor possa ser sempre considerado um criador de bandas sonoras que valem por si mesmas.

Pelo contrário, a imagem fotográfica em movimento é uma característica técnica que o cinema explorou de modo convincente pela primeira vez na história humana (o audiovisual é um seu derivado, e degenerado...) e que não tem paralelo em nenhum outro modo de poiesis.

Não quer isto dizer que um cineasta não possa pretender ser um criador sobretudo sonoro. Mas convém que aquela especificidade essencial não saia da cabeça de nenhum aspirante à sétima arte.

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