quarta-feira, novembro 14, 2012

Ninguém falou em laboratório

Num episódio recente do programa "Câmara clara", abordava-se o tema da Utopia sob a égide do experimental, estando a entrevistadora incomodada com a engenharia desse tipo de risco e a entrevistada inconscientemente perdida na suposta doçura das palavras caras à sua área de estudo.

Ao longo da vida deste meu blogue, foram por vezes tomadas posições de cidadania com cariz para-utópico. No entanto, e lamentando desagradar a gregos e a troianos, nunca me passou pela cabeça submeter os meus congéneres a qualquer tipo de deriva laboratorial. Preocupou-me sempre, isso sim, perceber exatamente aquilo que fomos perdendo ao longo da nossa história (todas as espécies animais e vegetais, quando o homem as não ameaça com as suas loucuras ora violentas ora caridosas, vivem em deslumbrantes equilíbrios instáveis) e a forma como podemos negociar, a partir da constatação dos vários níveis de superfluidade da Cultura, o (re)encontro com as questões efetivamente relevantes.

Sem comentários: