quinta-feira, agosto 23, 2012

Of books and men

Presumo que seja uma experiência pela qual todos passam.

Resolvi, uma vez, ler vários livros sobre um autor que muito prezo, Tchékhov. Cheguei ao fim dessa maratona para-académica sem ter adquirido uma visão mais clara e luminosa do senhor (a despeito de factos, análises, teses e opiniões). A beleza incomensurável de "A gaivota" ou "O ginjal" permaneceu ela mesma, mas igualmente misteriosa e maior do que eu.

Recentemente, ao consultar um livro sobre direção de atores, o comentário sucinto do seu autor ao "Rei Lear" de Shakespeare (comentário oblíquo à problemática desse livro), fez-me perceber de forma tão evidente e tão simples o conteúdo do texto isabelino que deixei de perceber por que razão alguma vez ele me pareceu misterioso e maior do que eu. Isto, sem que a peça tenha perdido nem um grama da sua beleza incomensurável.

É verdade, os livros também não se medem aos palmos. E eu estou tão ocupado com o ato de conhecer que não tenho vagar para ir para a universidade.

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