(passando em revista as superfícies)
Era uma vez uma rosa cor-de-rosa sobre a qual corriam incertos rumores: homossexualidade? divórcio? depressão? Não. Era apenas o vento na sua qualidade (e na sua delicada quantidade) de espavento. Fosse a rosa uma laranja cor de laranja e talvez não tivesse direito à modernidade de um
hyphen. Quentes assuntos do horto, onde o vento passa e agita como desde o início passou e agitou.
Está a flor à flor de si mesma quando nela não bate uma cor heterónima. Isso foi, e só a memória o saberá amar. Há agora um mar sinistro e celeste que tudo esfria na sua profundidade. Homo, sapiens ainda usar tua língua para dizer "caneça, caneçae", sem ter esmaecida a evidência de que a cedilha é o pé de um cálice de rosê?
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