quarta-feira, abril 25, 2012

Quem faz um filme, acrescenta um ponto

No seu processo de conversão ao catolicismo, os mixtecas, um antigo povo da América Central, identificaram a figura de Jesus Cristo (descrita pelos padres missionários como a luz do mundo) com a imagem do Sol, que era uma das suas mais importantes divindades. Sincretismos à parte, a verdade é que esses indígenas do Novo Mundo passaram a localizar a cidade de Belém, onde Cristo nasceu, no oriente, e a cidade de Jerusalém, geografia da morte do Messias, no ponto cardeal onde o sol se põe.

O que eu e um conjunto de bravos colaboradores vamos tentar fazer em "Checkpoint Sunset" é algo de semelhante. Ou seja, vamos catalisar um determinado cliché cultural para lhe revelarmos uma (in)coerência capaz de o iluminar para além dos seus limites usuais.

A ideia é simples: se o fogo é o elemento viril e a água a sua contraparte feminina, quando o máximo expoente do fogo (o sol) se deita sobre o máximo expoente da água (o mar), a cópula tem um resultado crepuscular.

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