quarta-feira, março 03, 2010

Tradução 21

Versão pessoal de um soneto de Shakespeare:


Se nada há de novo, mas aquilo que é
Já foi, quão iludidas estão nossas almas
Que, julgando inventar, sofrem em ritornelo
O parto vão de criança previamente nada?
Ah, pudesse um registo, um olhar de regresso
Ao longo de quinhentas viagens solares
Mostrar-me a tua imagem num livro senecto,
Pois primeiro foi feito o espírito em carácter,
P'ra que eu visse o que o mundo antigo conseguiu
Dizer deste composto assombro do teu estado;
Se eles tinham razão, se o tempo os corrigiu,
Ou se a revolução é um dado inalterado.
.....Ah, estou certo, o talento que houve previamente
.....A temas piores prestou o seu louvor ardente.


O original (junto com um comentário meu) pode ser lido aqui.

Dedico esta tradução à poeta Luiza Neto Jorge.

Sem comentários: