domingo, fevereiro 07, 2010

Confissão do adulto

Não endeuso a minha infância particular (apesar de ter sido uma época suficientemente serena para não me deixar demasiadas recordações), nem me considero propriamente um nostálgico (preferia, aliás, que a vida me corresse bem agora, ou daqui para a frente).

Se dou tanta relevância à infância na minha reflexão, é porque esse é o único momento da vida em que os humanos acreditam mesmo, e com pujança física, na possibilidade de serem felizes sem mácula. Ora, essa evidência (essa convicção) parece-me ser o ponto de partida a partir do qual podemos elaborar uma ética, um empenhamento político e/ou uma aventura criativa, sem precisarmos de recorrer a uma fundamentação transcendente.

A suivre.