terça-feira, fevereiro 17, 2009

Ring ring

Estava eu ainda a ressuscitar de uma longa noite de sono em crise, quando o meu telemóvel me pôs a par da evolução da economia contemporânea em direcção a uma maior responsabilização do seu funcionamento.

O novo gerente da minha dependência bancária, inspirado pelo facto de eu ser um cumpridor bem comportado das obrigações resultantes do chorudo crédito com que estou preso à sua instituição (situação que faz de mim um gajo honesto sem cheta), veio-me propor um novo creditozinho, talvez para uma viatura. Eu gostava de lhe ter dito que, se fizesse um novo crédito, eu passaria certamente a fazer parte do rol de incumpridores cujo comportamento não se recomenda. Ou então, tornar-me-ia um gajo honesto com sérios problemas alimentares.

Mas estava demasiado estremunhado. Depois de delicadamente negar o delírio do jovem, virei-me para o lado com o objectivo de consolidar o sono. Ao pesadelo o que é do pesadelo.

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