terça-feira, setembro 02, 2008

Ideologia

Num inquérito de Verão publicado há algum tempo no jornal "PÚBLICO", quando interrogado sobre qual seria a sua intenção de voto caso a pudesse exercer nas eleições presidenciais dos Estados Unidos da América, Paulo Portas afirmou que votaria em McCain porque, entre o conhecido e o desconhecido, prefere sempre o conhecido.

Eu terei menos mundo e experiência de vida do que o ilustre deputado (por exemplo, nunca comprei submarinos), mas posso garantir que o meu débil e chão bom senso é menos ideológico (formal) do que o seu: quando o conhecido é mau, eu prefiro o desconhecido; quando o conhecido é bom, eu prefiro o conhecido.

Exemplos? Se eu já estiver ciente da mediocridade da pessoa com a qual mantive um relacionamento, prefiro conhecer uma pessoa nova a reatar um erro certo. No entanto, na medida em que não existe nenhuma prova da existência de seja lá o que for após a morte, e deste lado da vida isto é difícil mas pelo menos garantido e até dá uns prazeres (como polemizar em blogues e etc.), prefiro cuidar da vida aquém da morte do que daquela que além se faz rogada.

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