sexta-feira, julho 18, 2008

Nota "A flauta mágica"

A versão de Bergman de "A flauta mágica" (momento mágico da obra mozartiana) utiliza os recursos do cinema para recriar procedimentos teatrais (algo de semelhante, mas menos incisivo, acontece em "Henry V" de Lawrence Olivier).

Não me parece, contudo, que isto seja uma menorização do papel do cinema (por oposição à transformação formal especificamente fílmica que o cinema de Oliveira ou Straub/Huillet sofreu por causa do teatro), mas uma tentativa de o recolocar sob a influência naïf de Georges Méliès.

É um cinema de truques, circense (no melhor sentido da palavra), cinema-brincadeira-anacrónica que a História de algum modo desprezou.

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