terça-feira, maio 20, 2008

Tradução 8

Poema de Stéphane Mallarmé, traduzido por mim:




Salve!


Nada, esta espuma, virgem verso
Designando apenas o flute;
Longe assim se afoga uma trupe
De sereias várias do avesso.


Navegamos, ó meus diversos
Amigos, eu já sobre a popa
Vós luxo de proa que corta
A vaga de raios e Invernos;


Me anima a bela inebriação
Sem medo da trepidação
A fazer de pé este brinde


Solidão, recife, estrela
A tudo de que não prescinde
A branca inquietação da vela.



(O texto original pode ser consultado no meu site do myspace)

2 comentários:

Miguel Drummond de Castro disse...

"de sereias várias do avesso" podia ser do nosso O'Neill (A.)
De resto excelente tradução que dá o "nada fértil" e turbulento em que navega o barco da poesia.

Um abraço,

Miguel

pedroludgero disse...

Obrigado pelas suas palavras.