segunda-feira, dezembro 10, 2007

Ensaio geral

Se com os meus poemas pretendo conquistar o maior número de pessoas que eles merecerem (conquistar ao estilo Afonso Henriques, claro está), não tenho igual ambição para os ensaios.

Os sistemas de pensamento acabam sempre por se perder na sua própria perfeição, a ideia brilhante facilmente descamba em norma ignorante ou lei de tirano, a realidade está sempre a rir-se da inteligência.

Com os ensaios procuro apenas multiplicar os pontos de vista, pôr alguma coisa em causa, ou mesmo tudo, interrogar, agitar. No fundo, não lhes dou uma importância superior à que daria a uma vulgar caralhada. Que é coisa que eu não digo, e por isso sublimo na prática do ensaio.

É a caralhada no máximo da sua elegância.

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