quinta-feira, novembro 01, 2007

Tradução 2

Poema "Correspondências" de Charles Baudelaire, traduzido por mim:


A Natureza é um templo onde vivos pilares
Deixam 'scapar por vezes confusos vocábulos;
O Homem erra por estas florestas de símbolos
Que o observam com seus olhares familiares.

Como ecos demorados que ao longe se fundem
Em uma tenebrosa e profunda unidade,
Imensa como a noite e como a claridade,
Os perfumes, as cores e os sons correspondem-se.

Como a carne infantil há perfumes bem frescos,
Como oboés, doces, verdes como as pradarias,
- E há outros, corrompidos, em glória, opulentos,

Detentor's da expansão das coisas infinitas,
Tal o âmbar, o almíscar, o benjoim e o incenso,
Que cantam a alma e o corpo em arrebatamento.


Para ler uma breve fundamentação da tradução, ver o meu blogue do myspace.

1 comentário:

maria disse...

"como ecos demorados que ao longe se fundem
Em uma tenebrosa e profunda unidade"