quinta-feira, novembro 22, 2007

Orfeu não era apenas poeta

O mais fascinante na escrita de ensaio é a necessidade de constante retorno ao texto já escrito para se afinar o que ficou pobremente expresso, incompleto, ou sujeito a contradição. Se na ficção se volta atrás essencialmente por questões tecnicistas (não trocar o nome de um personagem, não fazer viver gente que já morreu, não perder o fio da narrativa, aprimorar o estilo), o regresso do ensaísta a si mesmo é sempre um compromisso de rigor, um caso de vida ou morte da honestidade intelectual.

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