quarta-feira, novembro 07, 2007

O caso Llansol

Maria Gabriela Llansol não é uma profissional da escrita. O seu estar-no-mundo não se resume a um trabalho técnico inserido numa cadeia de notoriedades e retribuições. A autora desenvolveu o seu próprio (des)sistema de pensamento (a mutação que a forma romance sofre às suas mãos é o resultado desse gesto) e, mais do que isso, é alguém que vive de acordo com o projecto que vai escrevendo (pelo menos, a julgar pelos seus diários).

A escrita de Llansol é um atributo necessário da sua vida singular (ou melhor dizendo: plural).

Presumo que, no fim da segunda parte de "Lisboaleipzig", a rapariguinha humana se esteja a referir ao fazer amor quando:

"(...) voltando-se para__________ o texto, diz-lhe:
- Quando, por instantes, fazemos coincidir no nosso corpo a minha ausência com o teu inomeado,..... posso ir do quarto das sombras, em direcção ..... do fio de luz. (...)"

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