quinta-feira, novembro 22, 2007

Loosening it

Após o visionamento do filme "Control" de Anton Corbijn, fiquei com a sensação de que o drama que dilacerava o vocalista dos Joy Division era mais específico do que à primeira vista pudesse parecer.

Ian Curtis talvez fosse um criador enraivecido porque o seu pensamento não era suficientemente livre. Ainda fazia distinções artificiais entre família (que ele definitivamente entendia como uma instituição burguesa respeitável) e amor, entre ética e liberdade, entre trabalho e prazer. Como tudo nele era sinceridade, as suas performances tinham de ser forçosamente excessivas: apenas dor, nenhuma volúpia.

De qualquer modo, ainda hoje se constroem muros entre aquelas dicotomias, se bem que quase ninguém desespere (porque quase não há seres sinceros consigo mesmos).

A família continua a ser vista como um espaço de obrigação e moralidade e não como um tempo de liberdade e imaginação. Só o afecto nos vai redimindo.

Sem comentários: