terça-feira, outubro 30, 2007

Nota "Les chansons d'amour"

Tantos são os filmes musicais que se fazem e tantos os que saem falhados, que somos levados a suspeitar de que o desprezado género cinematográfico é afinal bem mais difícil de manejar do que parece.

Com uma cidade como Paris, uma referência como a Nouvelle Vague (que urge superar?), actores como estes (Louis Garrel é a personalidade masculina mais fascinante do cinema contemporâneo, Chiara Mastroiani está a tornar-se um monstro gélido como a mãe), e um assunto (de novo) escolhido com tanta elegância (a dificuldade do luto que pode mesmo levar à transgressão da orientação sexual), "Les chansons d'amour" poderia ser um filme bem melhor.

Christophe Honoré precisa de intensificar a sua relação (formal, sensual) com o cinema. No entanto, o que me leva a querer revisitar este cineasta é que ele joga os seus filmes na roleta do estado de graça. E não há fórmulas para encontrá-lo.

Haverá maior ambição?

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