terça-feira, outubro 02, 2007

Manifesto contra a morbidez

Nem toda a gente se pode dar ao luxo da esperança. Aliás, a criação artística genuína tem de partir sempre da evidência do sofrimento.

No entanto, o que verdadeiramente define o humano é essa outra evidência mais forte de que o sofrimento (seja ele qual for) nunca constitui o fim da vida: nem o seu propósito nem o seu horizonte.

Tenho a vaga desconfiança de que uma parte substancial da produção cultural contemporânea só nos sabe atirar o primeiro parágrafo à cara.

1 comentário:

Mariposa Roja disse...

Fazer chorar sempre foi mais fácil do que fazer rir.

O problema da arte contemporânea é não ser artística, mas bater na fórmula de uma maneira entediante.

O artista domesticado, seja porque motivo for, não existe, não é possível.

A arte será sempre uma nova visão do mundo.

A arte contemporânea que se diz conceptual a maior parte das vezes é ignorante e óbvia, logo não conceptual.

A escrita que a pretende legitimar de uma forma rebuscada e palavrosa também não é escrita, mas um sub-produto textual.

Sub-indíviduos produzem sub-produtos.

As anything else, diria Woody Allen.

Um abraço para si Ludgero.