domingo, maio 13, 2007

Confissão 21



Ao ler um artigo de Luís Miguel Oliveira sobre Nanni Moretti, no Ípsilon do passado dia 11, descobri algo de desagradável sobre mim. Uma indesejada revelação (para isso servem os filmes). Pois, como as personagens das primeiras obras do realizador italiano, sou aquilo a que o crítico chamou de puritano sentimental. Ou seja, uma pessoa insuportável que não tolera nenhuma espécie de hipocrisia nas relações afectivas. (E critico, barafusto, enojo-me, distancio-me, isolo-me.) Até parece bonitinho no papel, mas francamente não me augura muito bom futuro.


(Fotografia retirada de www.nemmelheim.de/angus.htm)

Sem comentários: