segunda-feira, abril 30, 2007

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A verdadeira fantasia erótica do realizador de "Les anges exterminateurs" (Claude Brisseau) é a possibilidade de alguém encenar, na vida de outrem, uma experiência sexual de tal modo intensa que tenha o valor de uma revelação. Cada tolo tem a sua mania, e é assim que deve ser. Ainda por cima é uma fantasia de metteur en scène, e por isso faz todo o sentido que desse fantasma surja um filme. Buñuel, Hitchcock, Fassbinder ou Oliveira partilharam as suas obsessões nesse domínio com os seus espectadores.

Já o dilema moral do artista-mártir por ter dado novos mundos ao mundo, não sei porquê, mas não me conseguiu convencer.

E como o filme tem pouco a oferecer do ponto de vista da criatividade cinematográfica, a sua validade depende essencialmente do encontro das fantasias do espectador com as do autor. Ou seja, o filme funciona para quem gosta de mulheres, para quem gosta de lésbicas, para quem sonha fazer sexo em locais tabu, etc., etc.

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