quarta-feira, abril 25, 2007

Cont.

O poema comentado no post anterior tem mais duas partes. Transcrevo aqui a última, que me parece particularmente bem conseguida:


O voo do pavão
cruza o ar da página
e logo pára
pousando na copa do sentido

O seu largo leque
só se abre
quando alguém o vê
quando alguém o quer

Só então desdobra
o radioso encanto
do seu frágil mistério

(Nota: a segunda estância está transcrita com uma disposição gráfica diferente da verdadeira, porque eu não a consigo reproduzir correctamente aqui no blog)

Sem comentários: