segunda-feira, janeiro 29, 2007

Psicanálise barata

Um conjunto de gente, com formação em Humanidades, defende a progressiva diminuição da importância da literatura na disciplina de Português durante a escolaridade pré-universitária. Não vou aqui discutir a total falta de pertinência de tal posição.

A verdade é que talvez não se consiga defender a literatura com argumentos racionais (Deus nos livre de um Santo Agostinho da arte). Perante as sacrossantas palavras do economista, do lógico, do pragmático, é difícil responder a não ser com argumentos profanados pela paixão (e pela mais herética das fés). O que é preciso é questionar a relevância da concepção clássica de Razão. Mas isso é outra história (que até já foi feita e tudo).

Ora esses professores que, com motivações, argumentos, citações, estudos, e sei lá mais o quê, não sentem necessidade de defender a literatura, esses professores talvez não gostem de literatura. Por um momento, senhor Freud, chamo-o à liça. É que esta coisa de tomada de posições tem muito que se lhe diga...

Se não vivesse no Porto, eu mandava-os abaixo de Braga.

Sem comentários: