domingo, dezembro 10, 2006

Itálico sem aspas

Em confirmação disto, também eu vou lendo poemas nas páginas científicas dos jornais.
No entanto, não procuro as formas usuais do fazer lírico, mas as fórmulas com que a ciência consegue ser mais grave do que gostaria. Assim, o meu exemplo balança entre o mero documento, a arte poética, e a fábula filosófica:
(...) os pássaros urbanos desenvolveram cantos mais curtos, variados e agudos para que possam sobressair ao som de comboios, aviões e do tráfego automóvel.
(Jornal PÚBLICO)

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