quinta-feira, novembro 23, 2006

Agradecimentos

Num dos últimos programas da série "O Eixo do Mal", o primeiro maldizente a falar começou logo por descrever a obra de Manoel de Oliveira como sendo "velha" e "onde não se passa nada". Bendito comando: zappei de imediato dali para fora (penso que para dentro de um livro, o que acabou por resultar em tempo ganho).
Num artigo recente no jornal PÚBLICO, um tal professor Mário Pinto iniciou uma qualquer argumentação de fundo dizendo que Nietzsche tinha sido uma das fundamentações do regime Nazi. Pelos vistos, o artigo glosava o tema do aborto, tomando partido pelos bons e velhos valores cristãos (soube-o depois num dos dias seguintes). Ou seja, para defender o seu ponto de vista, o dito professor permitiu-se iniciar a sua argumentação com uma grosseria, com um golpe insuportavelmente baixo. Pois será que o f.d.p. com bigodinho também não terá ido à Bíblia arranjar lenha para queimar judeus? Que não se perceba Nietzsche, é uma coisa. Que se abuse do seu discurso (como dele eventualmente podem ter abusado os nazis), por um espírito cínico de proselitismo, isso já é grave. Bendita mão: zappei de imediato dali para fora.
O que, no fundo, eu queria, era agradecer a estas gentis pessoas que dizem logo a estupidez no princípio do seu discurso, e que assim me poupam de ter de os aturar, esperançada e generosamente, até ao fim. Time is money, time is honey...

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