num só verso, vários blues
o astro a si mesmo se conserva no âmbar da sua luz. não é, portanto, o astronauta, que alguns defendem no calor da discussão.
com o passar do tempo, o ourives das velocidades (deus) move-o com dois pauzinhos repugnados para o quilate da bugiganga. o mercado da delicadeza é um mikado.
e é assim que esta formiga com memória de universo, quando a acometem a mediocridade, o abandono, a solidão da humana porcelana, se torna poeta.
o astro a si mesmo se conserva no âmbar da sua luz. não é, portanto, o astronauta, que alguns defendem no calor da discussão.
com o passar do tempo, o ourives das velocidades (deus) move-o com dois pauzinhos repugnados para o quilate da bugiganga. o mercado da delicadeza é um mikado.
e é assim que esta formiga com memória de universo, quando a acometem a mediocridade, o abandono, a solidão da humana porcelana, se torna poeta.
(Poema que será integrado na colectânea "A reconstrução de Nova Orleães". O seu assunto não é o mau poeta.)
1 comentário:
Muito bonito. Fico a aguardar a colectânea...
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