terça-feira, outubro 17, 2006

Luta de classes

Resolvi fundar um partido: o PCP – Partido Comunista do Prazer.

É que ao lado da desigualdade de copeques que cada um tem para se amanhar na vida, existe uma outra desigualdade que não é grave de um modo intenso, mas sim extenso. Pois há quem exerça uma profissão que verdadeiramente ama, ganhe bem ou menos bem, e há quem seja escravo mais ou menos consciente (menos ou mais anestesiado, portanto) de um labor que não completa a sua inteligência. Ganhe mal ou menos mal. Há aqui, portanto, uma enorme diferença de rendimento: passamos tanto, tanto tempo a trabalhar, que é justo dizer que há quem seja feliz em full-time, e outros apenas em part-time.

Ou já estaremos tão resignados que achamos que o prazer não passa de um subsídio de férias?

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