quinta-feira, outubro 19, 2006

A língua inglesa

Dizem os Clã que a vida devia ser como no cinema, onde a língua inglesa fica sempre bem e nunca atraiçoa ninguém.
Isto de associarmos o inglês à ausência de traição parece-me uma Ideia de Demagogia Maciça, apesar de todos sabermos que tal coisa não existe. Mas mesmo o ficar sempre bem me faz lembrar aquela comediante que dizia: com um vestido preto, eu nunca me comprometo. Ora hoje, temos todos de ser mais políticos do que isso.
Houve mesmo uma fase em que não se ouvia ninguém falar mais inglês do que a palavra fuck (ah! o realismo...). E pouco mais sabemos dessa língua do que a secura da sua terminologia técnica, a herança dos vaqueiros (you guys, you guys) ou a degenerescência do posh britânico.
Só aprecio o inglês quando ele é solene. Quando não conhece nenhuma outra hegemonia a não ser o seu desejo de elegância. Quando não resolve mas cria um problema de expressão. Quando é trabalhado por um ourives que abandonou todas as matérias preciosas à excepção do tempo. Só aprecio o inglês que não pode ser ensinado.
Because I do not hope to turn again
Because I do not hope
Because I do not hope to turn
Desiring this man's gift and that man's scope
I no longer strive to strive towards such things
T. S. Eliot
Como diria aquela comediante: não sei como há Homens que não gostam disto.

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