terça-feira, outubro 17, 2006

Faróis

Não leio revistas de teatro. Mas vou ao teatro, e leio jornais. E no entanto, continuo a sentir-me incapaz de construir um discurso crítico sobre os espectáculos a que assisto. Os críticos de Arte são brilhantes (por vezes mais brilhantes do que…?), os críticos de cinema esforçam-se (e houve o exemplo dos Cahiers), mas o teatro faz figura de parente pobre na imprensa genérica. Além disso, os programas que as companhias disponibilizam nas suas récitas não contêm crítica, por razões óbvias. Por isso agradeço ao blogue O MELHOR ANJO pelo seu serviço público.

Também uma palavra de simpatia para Desidério Murcho que, no suplemento Mil Folhas do jornal PÚBLICO, vai fornecendo pistas para uma biblioteca de filosofia contemporânea. Quem mais o faz? Pergunto-me só se as sugestões não poderiam extravasar o âmbito anglo-saxónico…

E claro, o Rui Tavares, que em matérias de política vai tendo razão algumas vezes mais do que eu.

1 comentário:

Desidério Murcho disse...

Obrigado pelas suas amáveis palavras, Pedro. Eu tento sair do universo anglo-saxónico, mas por viver em Londres é algo difícil. Além disso, a verdade é que depois das doutrinas da Morte da Filosofia os franceses deixaram praticamente de fazer filosofia no sentido normal da palavra. Resta os alemães, mas eu não leio alemão. Por outro lado, quase todos os meus colegas do jornal, e de outros jornais, quase só falam do universo franco-alemão. Em qualquer caso, tentarei alargar o âmbito das minhas crónicas.