quinta-feira, outubro 05, 2006

A adopção de uma lei

Presumo que, quando um legislador for decidir se, em Portugal, um casal homossexual pode recorrer à adopção, se vá fundamentar não em preconceitos (religiosos, burgueses, ou até, no sentido contrário, dos próprios homossexuais), mas em sólidos estudos de psicologia, psiquiatria, e sociologia.
Mas isso não me sossega.
Não tenho problemas em assumir que, em tempos passados, tive de recorrer aos serviços de diversos psicólogos e psiquiatras. E o que eu pude notar, para além da maior ou menor competência imediata de cada um, é que todas essas pessoas baseiam a sua prática em convicções ideológicas extremamente cerradas. Quase poderia dizer que há psis do PP, do PSD, do PS, do PC, e do BE.
Os doutores da mente têm de assumir o pouco que ainda sabem sobre o Homem. E o pouco que sempre saberão.
Aconselho o legislador a seguir o mais recto bom senso, e a perceber as mudanças da sociedade e das expectativas daqueles que a compõem.

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