Muito se tem falado do imprevisível melhoramento da capacidade de representação de Penélope Cruz no último Almodóvar.
De facto, a sua composição é notável (e ninguém percebe o que a rapariga andou a fazer em Hollywood). Mas o que mais me interessa é que, por baixo da vitalidade (e das emoções à flor da pele) que a personagem insiste em transmitir, o rosto da actriz mantém a sua melancolia quase oculta, cheia de pudor.
É o cinema em conluio (e confronto) com a pintura.
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