Ao longo do romance de Kafka, as personagens constantemente verbalizam (com excessivo orgulho) a separação de facto entre a esfera profissional (fantástica tão-somente por ser complexa) e a vida privada. Ora, a narrativa vai desmentindo esse estado das coisas.
Na medida em que, para o autor, o real não se distingue do pesadelo, suponho que, por oposição, suponha que o "sonho" se limitaria a uma sinceridade consciente.
1 comentário:
Kafka sempre exerceu sobre mim um fascínio que não consigo explicar, mas que (e tu conheces algo da minha vida) talvez seja mais uma questão de não o querer que de o conseguir.
De acordo com este facto insofismável, o livro de Kafka que mais me fascina é "Amerika".
Além disso, como sabes, vou escrevendo um pouco e acho admirável todo o escritor que ordena a destruição dos seus manuscritos em testamento.
Um abraço,
RS
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