segunda-feira, setembro 04, 2006

Lendo "O Castelo"

Ao longo do romance de Kafka, as personagens constantemente verbalizam (com excessivo orgulho) a separação de facto entre a esfera profissional (fantástica tão-somente por ser complexa) e a vida privada. Ora, a narrativa vai desmentindo esse estado das coisas.

Na medida em que, para o autor, o real não se distingue do pesadelo, suponho que, por oposição, suponha que o "sonho" se limitaria a uma sinceridade consciente.

1 comentário:

RS disse...

Kafka sempre exerceu sobre mim um fascínio que não consigo explicar, mas que (e tu conheces algo da minha vida) talvez seja mais uma questão de não o querer que de o conseguir.

De acordo com este facto insofismável, o livro de Kafka que mais me fascina é "Amerika".
Além disso, como sabes, vou escrevendo um pouco e acho admirável todo o escritor que ordena a destruição dos seus manuscritos em testamento.

Um abraço,
RS