Adenda ao meu post Ensaio-em-poema:
Quando Espinosa defende que a sua teoria não precisa de ser demonstrada, pretende primeiramente dizer que, das definições anteriormente partilhadas, e seguindo um caminho estritamente racional, o leitor será capaz de fazer, por si mesmo, a fundamentação.
O que aqui me parece relevante é que, ao abolir a demonstração num assunto que é claramente utópico, e acima de tudo ao usar a muito expressiva formulação de tal modo claramente, Espinosa já está a um passo do delírio, ou melhor, da evidência poética (o que não é a mesma coisa).
Não falava, portanto, de uma questão de estilo, mas de uma argumentação em que a racionalidade apenas esconde uma aderência sobretudo emocional.
Quando Espinosa defende que a sua teoria não precisa de ser demonstrada, pretende primeiramente dizer que, das definições anteriormente partilhadas, e seguindo um caminho estritamente racional, o leitor será capaz de fazer, por si mesmo, a fundamentação.
O que aqui me parece relevante é que, ao abolir a demonstração num assunto que é claramente utópico, e acima de tudo ao usar a muito expressiva formulação de tal modo claramente, Espinosa já está a um passo do delírio, ou melhor, da evidência poética (o que não é a mesma coisa).
Não falava, portanto, de uma questão de estilo, mas de uma argumentação em que a racionalidade apenas esconde uma aderência sobretudo emocional.
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