trabalhos oficinais
são carris por onde viajam gestos
são flechas de ternura
são as mãos
talvez herança de um Tio malabarista
de tal modo por elas passam tantos fazeres
por vezes baús às vezes deltas
mas o golpe é tanto e a asa tal
dir-se-ia que o fio do braço segura a-penas
o papel do papagaio
Nota: na verdade, este poema foi pré-publicado no Jornal dos Outonos Poéticos de V. N. Famalicão, em 2004 (ainda sem o título). De qualquer modo, faz parte da secção "Artes em Partes" (sim, é uma referência ao edifício da Miguel Bombarda, no Porto) do livro "nu abrir em nó", que estou presentemente a escrever.
Inicia-se, com este post, a publicação ocasional de alguns exemplos da minha poesia.
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